Dino: de protagonista a coadjuvante

O governador Flávio Dino terá que aprender a dividir os holofotes a partir do momento em que entrar no PSB.

Diferente do PCdoB, partido que girava em torno dele e dos interesses eleitorais de alguns camaradas, no PSB, Dino deixará a condição de comandante para tornar-se um soldado da causa socialista liderada por Carlos Siqueira.

De início, já dividirá as atenções da mídia nacional com outros dois governadores, mais bem avaliados e oriundos de colégios com maior eleitorado e expressividade que o Maranhão.

Paulo Câmara, de Pernambuco, e Renato Casagrande, do Espírito Santo, também não escondem o interesse por espaço no debate nacional em 2022, colocando-se, inclusive, como nomes para uma possível aliança com o ex-presidente Lula no ano que vem.

O governador ainda brigará por relevância com Márcio França e Marcelo Freixo, pré-candidatos aos governos de dois dos maiores colégios eleitorais do país – São Paulo e Rio de Janeiro.

Aos 53 anos de idade, Dino terá que acostumar-se a um novo contexto partidário.

Quem sabe, a essa altura da vida, aprenderá a ouvir, saberá como é ser contrariado e descerá alguns degraus em nome de interesses maiores que os dele – coisas que não experimentou como juiz federal e, até agora, como político.

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