Centro Histórico de São Luís ganha novas cores

Com uma extensa área de 250 hectares tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, o Centro Histórico de São Luís apresenta alguns recantos que ainda não chamam muito atenção, apesar de esconderem uma beleza diversa, com a mistura de imóveis em vários estilos histórico-arquitetônicos dos séculos XIX e XX e com vocação para se consolidarem como áreas de moradia. Desde o início deste ano, fachadas de casas localizadas nesses espaços começam a ganhar novo visual por meio do Projeto Cores da Cidade, realizado pelo do Governo do Estado em conjunto com os moradores. A primeira iniciativa está acontecendo em 31 imóveis de ruas localizadas entre a Praça Santo Antônio e a área da RFFSA (na Avenida Beira-Mar). As fachadas estão recebendo melhoramento do reboco, das esquadrias, molduras e cunhais. A pintura está sendo adequada a partir das cores já existentes nas casas ou o proprietário escolhe, com base em uma palheta de opções, definida de acordo com as normas estabelecidas pelo Patrimônio Histórico Estadual. O trabalho já foi realizado nas ruas Oscar Galvão, Rancho e Padre Antônio. Está sendo feita uma pausa no período chuvoso para a continuidade nas ruas da Saavedra e Jansen Muller. Com êxito da proposta, nessa primeira etapa, a Superintendência do Patrimônio Cultural do Estado está planejando as próximas fases em espaços que serão selecionados dentro da área estadual tombada, que é formada por 3.400 imóveis. Cores da Cidade é um projeto que integra o Programa Nosso Centro. A Secretária de Estado de Cultura (Secma) é setor do Governo do Estado responsável pela iniciativa. O secretário de Estado de Cultura, Anderson Lindoso, ressalta que o projeto estimula a preservação do patrimônio e incentiva as pessoas a residirem no Centro Histórico de São Luís. “Os moradores do Centro estão tendo mais qualidade de vida e consolidando um sentimento de pertencimento a essa região da cidade”. O superintendente do Patrimônio Cultural do Estado, arquiteto e urbanista Luis Eduardo Longhi explica que as atividades têm a autorização e incentivo dos proprietários. “Estamos promovendo as intervenções e, assim, motivamos os moradores a fazerem mais melhorias nos imóveis”, detalhou. Luis Eduardo Longhi ressalta que o Cores da Cidade ajuda a elevar a qualidade da paisagem urbana de ruas e becos, o que motivará o turismo em áreas do Centro Histórico pouco transitada e fotografada por pessoas que visitam São Luís. Nos últimos anos, o Governo do Estado realizou ações que estão incentivando a ocupação planejada e sustentável do Centro Histórico de São Luís, por meio de trabalhos como investimento em segurança, revitalização de prédios e espaços públicos que estavam abandonados e a promoção de atividades culturais, entre as quais os festejos natalinos que atraem visitantes para o Centro. Várias dessas iniciativas integram o Programa Nosso Centro, entre os quais o Cores da Cidade. “Então, o Cores da Cidade é um ponto em um complexo conjunto de ações que formam o Nosso Centro”, explica Luis Eduardo Longhi. Simone Frota,43 anos, mora no Centro Histórico há anos e, agora, com a valorização imobiliária, decidiu alugar seu imóvel na Rua do Rancho que integrou as ações dessa primeira etapa do projeto e várias pessoas de mostraram interessadas em ocupar o imóvel para morar. Artesã e com trabalhos na área de marketing, Simone Frota saúda o Cores da Cidade como uma iniciativa perfeita para Centro Histórico de São Luís. “Sempre achei que deveria ter esse projeto, pois em outros espaços históricos, como o de Salvador e Olinda, as casas são bem pintadas”, comparou. Programa Nosso Centro O projeto Cores da Cidade Integra as ações do Programa Nosso Centro, criado pelo governador Flávio Dino com o objetivo tornar o Centro Histórico de São Luís referência em renovação e desenvolvimento sustentável, preservando seu valor histórico e cultural. O Programa Nosso Centro é uma ação realizada em conjunto pelas Secretarias de Estado de Cultura (Secma), de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), de Governo (Segov), de Turismo (Setur) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Agência Executiva Metropolitana (AGEM). Reúne diversos programas e projetos, entre os quais Adote um Casarão, Habitar no Centro, Aluguel no Centro e Cores da Cidade. A Secma coordena as atividades.

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